Durante as férias me diverti com as heresias do novo livro do Dan Brow que num momento de fraqueza me levou a uma crise de fé. Em confissão fui aconselhada a reparar meu erro escrevendo sobre o que tinha lido e alertando para aqueles que caminham para deus dos perigos de enveredar pela mente desse autor. Espero que, com uma livraria tão farta no shalom, ninguém caia nessa cilada ;)**

O símbolo perdido de Dan Brown fecha o ciclo de insultos contra a fé cristã que passou pela deploração da figura de Jesus cristo em o código da Vince, da teologia do criacionismo em fortaleza digital, da igreja católica em anjos e demônios e agora das escrituras sagradas em o símbolo perdido.

A forma inteligente com que o autor conduziu seus ávidos leitores durante todos os enredos formando-os em uma teologia própria, herética e claramente alimentada pelo movimento da nova era assusta todos aqueles que conhecem a verdadeira fé cristã e faz prova concreta de que o tempo que vivemos é um tempo em que a todo o momento encontraremos em nosso caminho de santidade perigosas armadilhas.

O mais novo Best- seller, inicia sua trama num ambiente universitário, onde o astucioso e inteligente professor Robert Langdom, protagonista de três dos cinco livros escritos por Dan Brown, escancara para seus atenciosos alunos como funcionam os rituais secretos de seitas maçônica, citando crânios cheios de sangue e sessões de tortura. Diante da repulsa criada pelo relato de tais fatos, o professor forma os alunos para que estes tenham a mente aberta lembrando que o mais popular ritual cristão envolve a reunião em torno da imagem de um cadáver ensangüentado preso a um instrumento de tortura e morte e a ingestão de pão e vinho transformado misticamente em o corpo e o sangue do cadáver preso a cruz.

A idéia de criar uma equiparação da verdade cristã e do milagre da eucaristia a rituais que causam repulsa por lhes faltar fundamento e razão de ser, não me parece uma atitude ingênua de um autor que pretende preencher paginas com diálogos inteligentes.

A trama se desenvolve tendo como cenário as ruas e monumentos históricos de whashingtom capital dos estados unidos e tendo como personagens, além de Robert lagdom, um respeitável lider maçom, sua astuciosa e sedutora irmã, uma cientista que tenta provar em um laboratoria secreto de ultima geração que existe vida pós morte, e seu filho, que dado como morto,reaparece na intenção de ser assassinado pelo próprio pai num ritual que imitaria o episodio bíblico (o que Abraão leva seu filho ao alto de uma montanha para sacrificá-lo) na intenção de tornar-se um demônio e ser recebido com honras no inferno.

A historia se desenvolve sem mais surpresas, seguindo e ritmo hollywoodiano próprio da serie, com “maravilhosos” segredos guardados por lideres religiosos, em cenários sacros a participação de um padre que na historia legitimaria a ciência da igreja católica sobre a doutrina aparentemente “factual” e sobre os fatos históricos que permeariam esse segredo. Diversas ofensas são feitas àqueles que buscam ter parresia na vivencia do evangelho, e a maior delas me parece a dirigida ao leitor ao fim das resoluções de todos os conflitos criados no livro, numa conversa entre o líder maçom e o respeitadíssimo professor Robert langdom.

O centro da conversa rodeia a apoteose humana, palavra grega que significa a grande promessa do homem que se torna deus, ansiosos e obcecados “pelo poder da mente humana que seria, perfeita e capaz de tudo”, os amigos citam Trechos bíblico para corroborar a tese de que as escrituras sagradas estariam cheias de informações cientificas cifradas, e que ao invés da palavra viva de Deus, seria um estudo sobre a mente humana e as possibilidades do homem de fazer coisas impressionantes como os milagres realizados por Jesus, para entendermos a bíblia teríamos primeiro que criptografar suas parábolas ¬¬ hshs!

Ela faz um paralelo de dois trechos biblicos

O que nos pede para “construir nosso templo” e fazer isso “sem ferramentas e sem ruído” e o que diz “vós sois o templo” de conríntos 3:16

Cita também o evangelho segundo João além de evangelhos gnostiicos para afirmar que a idéia de que as esrcrituras acreditam no “poder que existe em nos” e nos incentivam dominar esse poder.

Diz que o segundo grande advento será o do homem – será o instante em que a humanidade finalmente constrói o templo de suas mentes.

Compara o templo bíblico que teria duas partes dividas por um fino véu, ao cérebro humano que possui a dura-máter e a pia-máter separadas pela quase imperceptível membrana aracnóide.

Cita estudos científicos que comprovam que em estado de profunda oração o cérebro produz uma secreção por meio de uma glândula pineal do cérebro que tem efeito incrivelmente curativo e é capaz de regenerar células, explica assim porque algumas pessoas são curadas ao recorrerem a deus. Diz que esse é o maná dos céus mandado por deus para a que seu povo sobrevevivesse ao deserto. Diz que devemos interpretar o céu como nossa mente “ o alimento que cai do céu serio o que provem de estado profundo de concentração”.

Diz que se usados corrtamente nossa mente pode invocar poderes sobrehumanos. Para ele a bíblia seria apenas uma exposição detalhada da mente humana, nas palavras deles a maquina mais sofisticada de todos os tempos, pois seria capaz de trasformar energia em matéria física, as partículas reagiriam ao pensamento e nossos pensamentos teriam o poder de mudar tudo,

Deus seria uma energia mental que permearia tudo isso e nos seres humanos teríamos sido criados a semelhança dessa energia mental. Nossos corpos físico teriam evoluído através do tempo mas apenas nossas mentes teriam sido criadas a semelhança de deus.

Dan Brown através de seu personagem herege nos acusa fantasiando “o problema é que nós estávamos levando a bíblia ao pé da letra ! e isso era “tão infantil””.

- ela termina o discurso com um enfático “pelo mundo todo, ficamos olhando para o céu a procura de deus... sem nunca perceber que ele esta espernado por nos, nos somos criadores, mas nos portamos como criaturas, vemos a nos mesmo como ovelhas indefesas manipuladas pelo deus criador, nos ajoelhamos como crianças assustadas, implorando ajuda, perdão boa soret, mas quando percebermos que somos realmente feitos a imagem e semelhança do criador, vamos começar a entender que nos também devemos ser criadores. Assim que entendermos esse fato , as portas do potencial humano irão se escancarar, começaremos a dominar nosso verdadeiro Poder, teremos enorme controle sobre o mundo , seremos capazes de projetarmos a realidade em vez de simplesmente reagir a ela.”

Dan Brown mostra em seu livro que após tentar de todas as meneiras desacreditar os milagres diários que presenciam os religiosos quer agora se apossar deles, traze-los para o âmbito humano, para ajudar a alimentar o egoísmo, a falta de obediência e depois ver o ser humano se debater nas tentativas frustradas de alcançar a divindade por si mesmo e não pelo verdadeiro caminho a verdadeira verdade e a verdadeira vida... não tenho duvidas de que sue proposito não é intreter ou vender, mas demonizar.

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