Pastoreio Geral - 2ª Palestra
Sobre o método que vamos apresentar gostaria de dizer que ele não é tão novo assim apesar de trazer em si a possibilidade de mudar tudo o que fazemos hoje em nossos acompanhamentos.
O nome do método deriva de uma palavra em espanhol que significa carro, veiculo, meio que possibilita chegarmos onde queremos. E aí está o nosso primeiro desafio, muitas vezes as pessoas que acompanhamos não fazem idéia de onde querem chegar, nos apresenta apenas suas angustias e somente com isso nós iremos cavar para encontrar uma meta clara para só assim buscarmos alcançá-la.
Na antiga Grécia tudo o que era perene, tudo o que passava não tinha importância, o que era valorizado eram as coisas que atravessavam o tempo e o venciam, sendo o ser humano mortal a pessoa era preterida à organização da cidade, esta sim capaz de sobreviver por muitos séculos.
Quando conhecemos essa nova técnica acreditamos que ela, em se fundamento, é absolutamente compatível com a riqueza da pessoa humana. A dignidade pessoal do ser humano foi historicamente resgatada por Jesus cristo, por isso nos sentimos chamados a conhecer e utilizar esse método em nossos acompanhamentos.
Quando usamos o coaching valorizamos a preciosa individualidade de quem pretende viver novas experiências de aprendizado, entendendo que, não sendo o conhecimento automático, cada pessoa tem um processo próprio para absorve-lo.
O método de ensino comum tem como limite o conhecimento adquirido pelo professor, uma vez que fora da interação com o aprendiz o controle do ritmo e do que vai ser passado fica restrito às decisões do mestre. O coaching cognitivo quer tirar o aprendizado daquilo que o professor quer ensinar e colocar no que o aluno pretende aprender, utilizando ás técnicas de mediação e condução ao conhecimento.
Uma das vantagens observadas no uso do coaching é o fato do aluno demonstrar imediatamente maior autoconfiança ao explorar todo o seu potencial por fazer isso no seu ritmo e com forte desejo de aprender.
Essas observações nos levam aos escritos da comunidade, que afirma que a verdadeira mudança na conversão é interior, sendo o exterior apenas fruto disso. Quando incentivamos um aprendiz a buscar seu ritmo e seu próprio jeito de aprender, estamos incentivando que a mudança que aquele conhecimento operará na vida dele seja enraizado em sua vocação, uma vez que entendendo claramente o sentimento que permeia aquela nova informação possa decidir por ela entendendo-a claramente.
Temos que ser santos por vocação e não por presunção, se nossos acompanhados forem capazes de buscar a santidade por si mesmo, sem repetir o que dizemos, sem frases feitas, sem negações vazias e sem sentido, mas com renuncia e disposição que brotam do coração de quem conhece sua vocação, ai sim, seremos santos como Deus quer que sejamos.
Da forma como a formação foi colocada até agora pode parecer que nós exerceremos o papel de mediador, mas devemos lembrar que, pare sermos fieis ao acompanhado, temos que ser fieis a Deus deixando-nos guiar pelo Espírito Santo -como a Cacau explicou na primeira formação da manhã- através dele, nós seremos canal para que o acompanhado seja capaz de se autodirigir.
Dar conselhos, sugestões, indicar o caminho que você julga correto, ou mesmo aquele indicado por Deus a você para aquela pessoa, são ações próprias da nossa impaciência que nos faz nos negar a acompanhar o ritmo e o tempo necessário para que aquela pessoa verdadeiramente internize a vontade de deus para a vida dela.
Quando não temos paciência para acompanhar o desenvolvimento daquela pessoa, ao invés de nos tornarmos condutores, nos tornamos bengalas, e formamos, ao invés de pessoas curadas e felizes, pessoas dependentes que vão passar o maior tempo de suas caminhas a perguntar o que devem fazer por terem preguiça e não saberem como pensar suas próprias vidas.
O coaching tem também por objetivo livrar os que estão sendo formado da auto-acusação, retirando dos acompanhamentos o costume do julgamento e inserindo no lugar deste, perguntas com o intuito de mediação e condução para que aquela pessoa se sinta única e capaz de dar passos firmes por ela mesma.
Apesar de nos tirarmos do foco do acompanhamento, esquecendo nossa autobiografia e o método que deu certo para nós (que como já foi falado não necessariamente dará certo para a pessoa acompanhada) esse abandono da dependência não gera individualismo, já que trabalharemos com a interdependência ou holonomia (seres independentes que se relacionam num mesmo sistema) o homem não e uma ilha, continuaremos nos relacionando intimamente, com o porém de que será valorizado aquilo que está dentro de cada pessoa e não a massa de pessoas como somos levados a valorizar no mundo moderno.
Formação Carlos matos manhã.
Obs. Durante o encontro foram entregues a todos os pastores folders com esquemas explicando cada passo do método, então acredito que seja dispensável copiá-los aqui no blog. Na próxima postagem farei apenas um apanhado geral dos pontos mais importantes discorridos pelo Carlos matos.


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